Béla Fleck - Musico

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Béla Fleck - Musico

Mensagem por Pikuz em Seg 9 Jul 2007 - 15:02

Nome: Béla Anton Leos Fleck
Nascido a 10 de Julho de 1958 em Manhattan, Nova Iorque
Instrumentos tocados: Banjo (acústico, eléctrico, híbridos), Guitarra (acústica e eléctrica)

Prémios ganhos:

Grammies

2001- Classical Crossover: Perpetual Motion, Instrumental Arrangement "Doctor Gradus Ad Parnassum" from Perpetual Motion (with Edgar Meyer)
2000- Contemporary Jazz Album: Béla Fleck And The Flecktones, "Outbound"; Country Instrumental Performance, "Leaving Cottendale" -Alison Brown. "Fair Weather"
1998- Intrumental Composition, "Almost 12"- Béla Fleck And The Flecktones, "Left Of Cool"
1996- Pop Instrumental, "Sinister Minister"- Béla Fleck And The Flecktones, "Live Art"
1995- Country Instrumental, "Hightower"- Asleep At The Wheel. "The Wheel Keeps On Rolling"

Prémios avulsos

1998- Best Jazz Group- Playboy Reader's Poll
1998- Best Miscellaneous Intrument- Playboy Reader's Poll
1998- Best Miscellaneous Intrument- Jazz Times
1998- Best Miscellaneous Intrument- JazzIz
1994- Best Miscellaneous Intrument- JazzIz
1993- Best Miscellaneous Intrument- JazzIz
1984- Best Country & Bluegrass Banjo- Frets Magazine
1983- Best Dixieland and Jazz Banjo- Frets Magazine
1982- Best Dixieland and Jazz Banjo- Frets Magazine
1981- Best Overall Album- Frets Magazine

Bandas a que já tenha pertencido: Spectrum, Tasty Licks, Strength In Numbers, New Grass Revival

Colaboradores habituais: Victor Lemonte Wooten, Future Man, Jeff Coffin, Edgar Meyer, Sam Bush, Tony Rice, Mark Schatz, Chick Corea, John Williams, Dave Matthews, Earl Scrugs, Mark O'Connor, Howard Levy, Chris Thile, Branford Marsalis, Sandip Burman

Álbuns recomendados: "Live Art"- Béla Fleck & The Flecktones, "Flight Of The Cosmic Hippo"- Béla Fleck & The Flecktones, "Deviation"- Béla Fleck (w/ New Grass Revival), "Drive"- Béla Fleck, "Tales From The Acoustic Planet"- Béla Fleck, "Perpetual Motion"- Béla Fleck

Pontos de encontro cibernético: www.flecktones.com ; www.sonymusic.com/artists/BelaFleck; www.frii.com/~gnat/bela; www.nashville.com/~wendell.norman/fleckzoo.htm



Falar do Béla, nome que possui por os pais serem enormes apreciadores do intrépido e imortal Béla Bartók, é necessariamente falar de uma das minhas maiores referências musicais de todos os tempos. Não vos vou mentir, eu sinto-me atraído pela música que ele continua a fazer de uma maneira díficil de explicar àqueles que nunca passaram por algo remotamente similar. Não se trata de uma hipérbole, longe disso. Fiquei total e irremediavelmente preso aos estalidos expressivos do seu banjo mal o ouvi, pela primeira vez, num álbum antigo dos New Grass Revival. Expoente máximo do chamado "Bluegrass Progressivo" dos anos 80, os New Grass Revival já faziam uma curiosa, por vezes insólita, fusão de estilos musicais díspares, coisa que muito irritou os puristas. Estes não estavam, porém, preparados para a machadada final e fatal que o próprio Béla se encarregaria de dar com os trabalhos inclassificáveis do seu actual e sempre surpreendente combo, os Flecktones. Apoiado por um dos maiores virtuosos do baixo eléctrico (o rótulo é consensual, toda a gente sabe que o Vic não é deste planeta!), Victor Lemonte Wooten e pelo seu irmão, o excêntrico Future Man ("Futch"), Béla Fleck apresentou o mundo do Jazz aos grandes apreciadores de Bluegrass e o rico universo do Bluegrass aos amantes do Jazz. Esta mistura de pessoas diferentes, o convívio que os seus concertos propiciam, é algo que o faz sorrir, que o deixa imediatamente bem disposto. A sua necessidade de continuar a explorar novos horizontes fê-lo introduzir o intrumento a que está associado em ambientes musicais estranhos, a tocar música tradicional Indiana, ritmos funky, jigas irlandesas ou melodias com sabor marcadamente latino com vários tipos, alguns bem estranhos (caso do banjo-sítara ou do banjo-sintetizador), de banjo.



Não há limites para músicos do calibre dos Flecktones (um dos projectos mais pessoais a que o Béla alguma vez deu vida), não há nada que não consigam fazer em palco, os truques maravilhosos que têm na manga são virtualmente inesgotáveis. Revelando um gosto pelo "nonsense" e um sentido de humor apurado e sempre presente, a banda executa, imaculadamente, todos os temas que toca sem deixar de brincar um pouco em palco improvisando coreografias disparatadas (à boa maneira do defunto rock de arena dos anos 70), alterando as dinâmicas de certas composições, introduzindo deixas inesperadas, simulando fífias hilariantes (sempre acompanhadas por previsíveis expressões faciais de reprovação ou embaraço),...



Já algum dos que me lê ouviu uma partita para violino de Bach tocada, integralmente a solo, num banjo? Calculo que não, que nunca tenham sequer pensado que tal coisa era possível, que alguém ousaria fazê-lo. Pois, é algo que o Béla, que lançou recentemente um álbum de "standards" de música erudita adaptados ao banjo, faz recorrentemente nos seus concertos. Explorem a sua música multifacetada... manter-se-ão ocupados durante largos meses e não se irão arrepender.

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